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A armadilha das grandes consultorias e a estratégia sob medida: IA desenhada para o seu negócio

  • Foto do escritor: Bruno Hazan
    Bruno Hazan
  • 15 de set.
  • 5 min de leitura

Atualizado: 17 de set.

A pergunta que custa milhões

Existe uma estatística que assombra as salas de reunião das maiores empresas do mundo: 85% dos projetos de Inteligência Artificial falham. Eles não entregam o valor prometido, consomem orçamentos exorbitantes e, no final, tornam-se monumentos à complexidade tecnológica em vez de motores de resultado.

A causa desse fracasso sistêmico, no entanto, não reside na tecnologia. A IA não é o problema. O problema é a pergunta que 85% do mercado está fazendo, incentivado por um ecossistema que lucra com a confusão. A pergunta errada é:

"Qual plataforma de IA devemos implementar?"

Esta pergunta coloca a ferramenta antes do problema, a solução antes do diagnóstico e o custo de TI antes do resultado de P&L. Ela é o ponto de partida para a maioria das conversas sobre IA, e é o primeiro passo para se tornar parte da estatística.

Este texto argumenta que o verdadeiro culpado por essa abordagem desastrosa não é a falta de conhecimento dos líderes, mas o modelo de negócio fundamentalmente desalinhado das grandes consultorias que os aconselham. A IA não está falhando com você; o modelo de consultoria tradicional é que está. Chegou a hora de entender a armadilha — e como escapar dela.


A Armadilha da Consultoria (O Gigante)

As grandes consultorias, com suas divisões de tecnologia reluzentes , se apresentam como guias seguras na fronteira da inovação. A realidade, no entanto, é que seu modelo de negócio não foi projetado para maximizar o seu resultado, mas o faturamento delas. É a Armadilha da Consultoria, e ela se manifesta de três formas principais:


  1. O Modelo de Venda: Ferramentas e Horas, não Soluções: incentivo primário de um "Gigante" é vender projetos de larga escala. O foco não é resolver seu problema de negócio de 8 dígitos, mas sim garantir o deployment de uma plataforma tecnológica que justifica milhares de horas faturáveis. Eles vendem o que têm no portfólio, não o que você precisa no seu balanço. A conversa começa e termina com a implementação de tecnologia, tratando seu desafio estratégico como um mero pretexto para um projeto de TI.

  2. O Modelo de Entrega: Equipes Júniores e Playbooks Genéricos: você compra a marca e a experiência do consultor sênior que vendeu o projeto. Contudo, quem executa o trabalho no dia a dia é um exército de analistas recém-formados, armados com playbooks e frameworks globais. A sua realidade de negócio, suas nuances competitivas e sua cultura organizacional são forçadas a caber em um molde pré-fabricado. O resultado é uma solução genérica que parece impressionante em um slide, mas falha no teste da realidade operacional. Você paga por expertise sênior, mas recebe execução júnior supervisionada.

  3. O Alinhamento de Interesses e o Foco no Próximo Contrato: o objetivo final do modelo do "Gigante" é a entrega de um relatório — um deck de 200 slides com recomendações de alto nível. Uma vez entregue, a responsabilidade deles termina. Quando os desafios reais da implementação surgem, quando a integração com os sistemas legados falha ou quando a adoção pela equipe não acontece, eles já estão em outra sala, vendendo o mesmo playbook para o seu concorrente. O modelo é transacional, não relacional. Ele não está alinhado com o seu P&L de longo prazo, mas com o funil de vendas trimestral deles.


Esse modelo cria uma dependência de consultoria cara e perpétua, onde a complexidade é uma fonte de receita, e a clareza, uma ameaça ao negócio.


A estratégia anti-gigante: o parceiro de diagnóstico

Escapar da armadilha não significa abandonar a IA, mas sim mudar radicalmente o tipo de parceiro que você busca. A alternativa a um exército de consultores júnior não é outro exército, mas um único e parceiro estratégico.

A diferença é fundamental:


  • O exército vende horas. O parceiro estratégico investe tempo para gerar clareza e resultados.

  • O exército entrega um relatório. O parceiro estratégico senta-se ao seu lado para tomar as decisões difíceis.

  • O exército fala a língua da ferramenta. O parceiro estratégico é fluente na língua do seu P&L.


Essa abordagem, a Estratégia Anti-Gigante, é construída sobre um alicerce de diagnóstico de negócio, não de implementação de tecnologia. Ela parte do princípio de que a clareza estratégica precede qualquer investimento. A chave não é a resposta, mas a qualidade das perguntas feitas no início.

As grandes perguntas

Em vez de começar com a tecnologia, o parceiro faz o diagnóstico e começa com perguntas desconfortáveis, desenhadas para conectar o potencial da IA diretamente às alavancas de valor do seu negócio.


  • "Qual capacidade proprietária de IA, se desenvolvida hoje, nos daria domínio de mercado em três anos?"

  • "Onde podemos usar IA para criar um produto ou serviço premium que nossos concorrentes não podem replicar?

  • "Estamos medindo o sucesso em 'horas economizadas' ou em 'aumento da margem EBITDA'? Qual delas realmente importa para o Conselho?"

  • "Qual processo de alto custo e baixa eficiência, se automatizado com inteligência, liberaria nosso melhor talento para focar em inovação?"

  • "Como transformamos a governança de IA de um custo de compliance em nosso principal ativo de marca, gerando confiança e preferência do cliente?"

  • "Qual é o plano para mitigar os riscos reputacionais e éticos que podem destruir décadas de valor de marca em questão de dias?"


Essas perguntas mudam o eixo da discussão. Elas forçam a liderança a pensar em valor estratégico, não em funcionalidades técnicas. Elas garantem que cada real investido em IA tenha um business case atrelado a um resultado financeiro mensurável, seja no crescimento da receita, na expansão da margem ou na construção de um fosso competitivo sustentável.


Conclusão: a escolha que define o jogo

No final, a jornada da Inteligência Artificial em sua organização será definida por uma única escolha que você, como líder, fará no Dia 1. Não é a escolha entre Open AI, AWS, Google ou Microsoft. Não é a escolha entre um modelo open-source ou uma solução proprietária.


A decisão mais crítica e definidora de sucesso é a escolha do seu guia.


Você vai contratar um fornecedor de ferramentas ou um parceiro de diagnóstico?


O primeiro chegará com um catálogo de respostas prontas, focado em vender a tecnologia que ele domina. O segundo chegará com um arsenal de perguntas difíceis, focado em entender o valor que você precisa criar.


A tecnologia de IA está se tornando uma commodity. Qualquer um pode lhe vender uma plataforma. Pouquíssimos podem lhe oferecer clareza estratégica. Em uma era de complexidade avassaladora, a posse mais valiosa não é a tecnologia mais avançada, mas a sabedoria para aplicá-la com propósito.


Este artigo é um resumo prático de tudo que eu aprendi nesses dois anos desde que fundei a minha startup AI Ready. Viver essa experiência na prática me fez evoluir e entender que vender tecnologia é apenas uma parte da equação. Hoje, percebo como é imprescindível ampliar a visão sobre IA, focando no valor estratégico real para o negócio. Eu sou o Bruno Hazan, profissional com mais de 20 anos de experiência propaganda, marketing e planejamento estratégico e desenvolvi uma visão única que conecta criatividade, dados e estratégia de negócio. Acesse minha página de Mentoria para C-Levels e marque assessment

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